Saturday, April 28, 2012

EQUINODERMOS


















































O que são

Os equinodermos são os seres do filo Echinodermata (echinos, espinho; derma, pele), geralmente encontrados em grandes profundidades.

Informações

São animais marinhos, de vida livre, exceto pelos crinoides que vivem fixos ao substrato rochoso (sésseis) e de simetria radial que também contem sua exceção: as plumas-do-mar, que se locomovem pelos cínus.

Como exemplo, podem ser citados os equinodermos: estrela-do-mar, holotúria e ouriço-do-mar. Este filo surgiu no período Cambriano recente e possui cerca de 7.000 espécies viventes e 13.000 extintas.

Contando com as Concentricycloideas, as espécies atualmente vivas deste filo se encontram dentro da seguinte classificação:

- Echinoidea (ouriço-do-mar e bolachas-da-praia)
- Asteroidea ou asteróides (estrelas-do-mar)
- Concentricycloidea, notáveis pelo seu único sistema vascular; duas espécies; recentemente separadas dos Asteróides.
- Ophiuroidea (ofiúro)
- Holothurioidea (holotúria ou pepino-do-mar)
- Crinoidea (lírio-do-mar)

Estes seres vivos possuem um sistema nervoso central bastante simples, com uma limitada rede nervosa, cujos neurônios não estão conectados aos órgãos centrais. Embora não possuam cérebro, alguns animais deste filo possuem gânglios.

Apesar de possuírem sexos diferentes, estes seres se reproduzem sem contato físico, ou seja, sua reprodução se dá através da liberação de óvulo e espermatozóide dentro da água, sendo assim, a fertilização ocorre externamente.

Muitos equinodermos possuem uma extraordinária capacidade de regeneração, como por exemplo, a estrela do mar, que ao ser cortada em muitas partes, é capaz de se regenerar após alguns meses.

Curiosidade:

Echinodermata é o maior filo animal que não possui nenhuma representação em água doce e nem em vida terrestre


Fonte:

http://www.todabiologia.com/zoologia/equinodermos.htm



MOLUSCOS

No sitio Jardim do Édem, existem muitos moluscos, sãos os tais caracóis. Recentemente encontrei alguns ovos do tamanho de um ovo de codorna, eles jã estavam se quebrando, resolvi ajudá-los a abrir e dentro dele havia um caracol. (por: Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)

































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Moluscos
Os moluscos possuem mais de 150 mil espécies descritas pelos cientistas

O molusco é um animal que se caracteriza por possuir corpo mole, sendo que muitos são protegidos por uma concha. Atualmente são conhecidas mais de 150 mil espécies de moluscos e podemos encontrá-las no mar, na água doce ou em terra firme. Os moluscos mais conhecidos são as ostras, caramujos,lesmas, mexilhões, caracóis, lulas e polvos.

Os moluscos apresentam o corpo dividido em cabeça, e massa visceral. Nacabeça desses animais podemos encontrar os órgãos dos sentidos e uma boca que possui uma estrutura parecida com uma língua cheia de pequenos dentes muito afiados que chamamos de rádula. Com a rádula, os moluscosconseguem raspar os alimentos, transformando-os em pequenas partículas que são enviadas para o estômago.

Através da rádula os moluscos conseguem raspar os alimentos
Através da rádula os moluscos conseguem raspar os alimentos

A massa visceral dos moluscos é o local onde se encontram todos os órgãos do animal. Revestindo a massa visceral há uma camada repleta de glândulas produtoras da concha, presente em alguns moluscos.

O nos moluscos é o responsável pelos movimentos e ele pode ser usado para cavar, rastejar ou nadar. No polvo e na lula os tentáculos fazem o papel de pé.

Anatomia interna de um caracol, um molusco terrestre
Anatomia interna de um caracol, um molusco terrestre

A maioria dos moluscos respira através de brânquias; mas outros moluscosrealizam a respiração pulmonar, ou seja, respiram através de pulmões; e outros fazem a respiração cutânea, ou seja, respiram pela superfície do corpo.

Os moluscos que respiram através de brânquias vivem exclusivamente na água, como os polvos e as lulas. Já os que conseguem respirar através depulmões são alguns moluscos terrestres, como os caracóis e caramujos; e os que têm respiração cutânea são as lesmas.

A ostra produz a pérola tentando se proteger
A ostra produz a pérola tentando se proteger

A ostra é o molusco responsável por produzir as pérolas que são muito apreciadas por algumas pessoas. A produção da pérola ocorre em razão da entrada de um corpo estranho, como grãos de areia, no corpo do animal, que produz várias camadas de madrepérola ao redor desse corpo estranho para que ele não a machuque.


Por Paula Louredo
Graduada em Biologia



ANELÍDEOS

Anelídeos (1)
A importância das minhocas para o equilíbrio ecológico
Cristina Faganelli Braun Seixas*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


Muita gente acha que a minhoca - um anelídeo - é uma criaturinha nojenta e inútil. Bem, nojenta, ela até pode ser - isso é subjetivo. Agora, inútil a minhoca não é de jeito nenhum, muito pelo contrário.
Para começar, conheça a classificação da minhoca:

Reino
Animal
Sub-reino
Metazoa
Filo
Anelidea
Classe
Clitellata
Subclasse
Oligochaeta
Ordem
Haplotaxida
Subordem
Lumbricina
Família
Lumbricidae
Gênero
Lumbricus
Espécie
Terrestris

Fertilizando o solo
Mas em que a minhoca contribui para a ecologia? Fique sabendo que ela é de suma importância, pois por ser detritívora, alimenta-se de detritos ou restos orgânicos de vegetais e animais. Estes, após serem "engolidos", são encaminhados para moela, onde serão triturados e levados ao intestino para digestão.
Eliminadas através do ânus, as fezes da minhoca são ricas em restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras, fertilizando assim o solo. O húmus (matéria orgânica em decomposição) é rico em nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), que são macro-nutrientes necessários às plantas em geral, dentre outros componentes.

Além disto, ao escavar o solo, as minhocas formam túneis, favorecendo a aeração das raízes das plantas e a penetração das águas das chuvas.

Dada a desproporção, pode parecer brincadeira, acredita-se que as minhocas podem revolver cerca de cinco toneladas de terra durante um ano. Estima-se também que, a cada metro quadrado de solo, existam 8.000 minhocas. Em solos muito férteis, elas podem chegar a 100.000 por metro quadrado.

Para a felicidade geral da agricultura, as minhocas se reproduzem rapidamente: uma única minhoca põe de 12 a 16 milhões de ovos ao longo de sua vida que gira em torno de 16 anos. Sua maturidade sexual é atingida entre os 60 e 90 dias de idade. E sua reprodução pode ocorrer ao longo do ano, principalmente nas épocas de clima quente e úmido.

Outros anelídeos
Há também os oligoquetos aquáticos, do gênero Tubifex. Tratam-se de pequenas minhocas avermelhadas que vivem no interior de rios e lagos. Sua proliferação permite identificar águas poluídas por detritos orgânicos.
Também encontramos no filo dos anelídeos outras classes, são elas:

os poliquetos, que, em sua grande maioria, são animais marinhos; não são muito populares, nem conhecidos, pois vivem enterrados no fundo do mar. Uma curiosidade: uma espécie de poliqueto, o Eunice viridis, conhecido como palolo, é um prato requintado da culinária das ilhas de Samoa e Fiji, no oceano Pacífico;
os aquetos ou hirudíneos. Um exemplar desta classe é a sanguessuga (Hirudo medicinalis).
Em séculos passados, elas eram utilizadas amplamente na medicina, para extrair o sangue das pessoas e tratar de problemas como a pressão alta, por exemplo. O paciente melhorava e não sentia nenhuma dor com este processo, pois a sanguessuga libera uma substância anestésica e anticoagulante, a hirudina.
Vale lembrar que, atualmente, as sanguessugas voltaram a ser usadas em alguns países da Europa, inclusive por membros da família imperial britânica, que, por sua adesão às causas ecológicas, aceita esse tipo de medicamento natural.

Portanto, se encontrar um anelídeo em seu caminho, lembre-se de todas as suas utilidades e nem pense em exterminá-lo.

Fonte:
http://educacao.uol.com.br/biologia/anelideos-1-a-importancia-das-minhocas-para-o-equilibrio-ecologico.jhtm

DNA E RNA





























































































Substâncias químicas envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas compostos que são o principal constituinte dos seres vivos. São ácidos nucléicos encontrados em todas as células e também são conhecidos em português pelas siglas ADN e ARN (ácido desoxirribonucléico e ácido ribonucléico). De acordo com a moderna Biologia , o DNA faz RNA, que faz proteína (embora existam exceções os retrovírus, como o vírus da Aids).

DNA O ácido desoxirribonucléico é uma molécula formada por duas cadeias na forma de uma dupla hélice. Essas cadeias são constituídas por um açúcar (desoxirribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (T timina, A adenina, C citosina ou G guanina). A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão celular cada hélice serve de molde para outra nova.

RNA O ácido ribonucléico (RNA) é uma molécula também formada por um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (U uracila, A adenina, C citosina ou G guanina). Um grupo reunindo um açúcar, um fosfato e uma base é um "nucleotídeo".

Código genético A informação contida no DNA, o código genético , está registrada na sequência de suas bases na cadeia (timina sempre ligada à adenina, e citosina sempre com guanina). A sequência indica uma outra sequência, a de aminoácidos substâncias que constituem as proteínas. O DNA não é o fabricante direto das proteínas; para isso ele forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro, no processo chamado transcrição. O código genético, na forma de unidades conhecidas como genes, está no DNA, no núcleo das células. Já a "fábrica" de proteínas fica no citoplasma celular em estruturas específicas, os ribossomos, para onde se dirige o RNA mensageiro. Na transcrição, apenas os genes relacionados à proteína que se quer produzir são copiados na forma de RNA mensageiro.

Cada grupo de três bases (ACC, GAG, CGU etc.) é chamado códon e é específico para um tipo de aminoácido. Um pedaço de ácido nucléico com cerca de mil nucleotídeos de comprimento pode, portanto, ser responsável pela síntese de uma proteína composta por centenas de aminoácidos. Nos ribossomos, o RNA mensageiro é por sua vez lido por moléculas de RNA de transferência, responsável pelo transporte dos aminoácidos até o local onde será montada a cadeia protéica. Essa produção de proteínas com base em um código é a base da Engenharia genética.

FONTE:

DNA e RNA

DIATOMÁCEAS

O texto abaixo pertence ao Curso de Ciências Biológicas da Universidade Metropolitana de Santos, onde o professor Valdemir Mota de Menezes estudou muitos anos da sua vida.

As Diatomáceas

Essas algas são também conhecidas como algas marrom-douradas.

Os indivíduos desse grupo são microscópicos, unicelulares de vida livre, sem

flagelos e podem também ser reunidos em colônias ou filamentos.

As diatomáceas são componentes importantíssimos do fitoplâncton, que serve

como fonte primária de alimento para uma série de organismos aquáticos

marinhos e de água doce.

O termo fitoplâncton representa a parte vegetal de uma comunidade aquática

chamada PLÂNCTON, que reúne organismos que não conseguem vencer a

força da correnteza.

A maioria das espécies de diatomáceas ocorre no plâncton, mas algumas

ocorrem no sedimento, sobre outras algas ou sobre plantas submersas.

Estima-se que as diatomáceas marinhas planctônicas sejam responsáveis por

25% da produtividade primária total do planeta, isto é, da produção de material

orgânico pela fotossíntese. Além disso, juntamente com algas pertencentes ao

grupo dos dinoflagelados (estudados a seguir), são responsáveis por boa parte

do oxigênio liberado na atmosfera.

Os pigmentos fotossintetizantes encontrados nessas algas são: Clorofila a,

Clorofila c, b-caroteno e várias xantofilas, como a fucoxantina (pigmento

marrom-dourado)

O número de diatomáceas é grande (cerca de 250 gêneros e 100.000 espécies

viventes), sendo que muitos ficologistas (estudiosos de algas) acreditam que

esse número possa ser ainda maior. Há milhares de espécies extintas.

São algas peculiares pelo fato de apresentarem ausência de flagelos (exceto

em alguns gametas masculinos) e pela parede celular dividida em duas

metades que se encaixam. A parte superior da parede é chamada EPIVALVA e

a inferior HIPOVALVA, sendo a região de interligação conhecida como

REGIÃO PLEURAL. O conjunto formado pela Epivalva + Hipovalva forma a

chamada FRÚSTULA, composta por sílica.

Com base na simetria, reconhecem-se dois tipos de diatomáceas, as penadas,

com simetria bilateral e que são encontradas em ambientes de água doce e

salgadas ou associadas a sedimentos marinhos ou habitats relativamente

rasos. Algumas diatomáceas podem locomover-se por intermédio de correntes

citoplasmáticas (esses representantes móveis podem apresentar uma estrutura

denominada RAFE, que é uma fenda longitudinal encontrada na face ventral da

alga, associada ao substrato). Ex. de diatomáceas penadas: Navicula,

Pinnularia, Thalassionema.

VACINA

Este texto li após errar uma questão da prova de biologia sobre a diferença entre soro e vacina. (Por: Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)


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Os dois agem como imunizadores, mas são usados em diferentes situações. Conheça um pouco mais sobre a produção de soros.

Entre os tipos de imunizações, a vacina é a mais lembrada. Mas, não se pode esquecer da importância da soroterapia. Diferente das vacinas na função e na composição, o soro é usado como tratamento depois que a doença já se instalou ou após a contaminação com agente tóxico específico, como venenos ou toxinas. Tanto as vacinas como os soros são fabricados a partir de organismos vivos, por isso são chamados de imunobiológicos.

Soros e vacinas são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos) usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.

Seringa com vacina

Vacina

As vacinas contêm agentes infecciosos inativados ou seus produtos, que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada, evitando a contração de uma doença. Isso se dá através de um mecanismo orgânico chamado "memória celular". As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve:

- fermentação;
- detoxificação;
- cromatografia;


Tipos e descrições de vacinas:

Vacina BCG

Preparada com bacilos vivos provenientes de cepas atenuadas de Mycobacterium bovis. Deve ser administrada com seringas e agulhas apropriadas, em região intradérmica, na porção da inserção inferior do músculo deltóide, preferencialmente, no braço direito, o mais precocemente possível, a partir do nascimento, embora pessoas de qualquer idade possam ser vacinadas. Contra-indicada para indivíduos portadores de imunodeficiências congênitas e adquiridas, incluindo-se pacientes em terapia imunosupressora. Grávidas também são devem ser vacinadas, bem como crianças com peso inferior a 2.000g. Pacientes doentes com Sida não devem receber esta vacina, porém, crianças portadoras do vírus da imunodeficiência adquirida, com contagem de CD4 superior a 500, sem sinais de infecção ativa, podem recebe-la. Portadores de doenças graves, neoplasias malignas, com infecções ou queimaduras extensas em pele, bem como convalescentes de sarampo também compõem o grupo de pessoas que não podem ser imunizadas com o BCG. Não recomendamos a revacinação rotineira dos indivíduos, entre os 6 e 10 anos, embora tal esquema seja o recomendado pelo Ministério da Saúde, em nosso país.

Vacina contra hepatite B

Vacina produzida por engenharia genética com técnica de DNA recombinante, contendo antígeno de superfície do vírus da hepatite C (HbsAg). Deve ser administrada o mais precocemente possível, a partir do nascimento, por via intramuscular profunda, seguida por outras duas doses, um e seis meses após a primeira. Os adultos devem também receber três doses, respeitando-se os mesmos intervalos, embora, nestes casos, vimos indicando a vacina conjugada, contra as hepatites A e B, seguindo o mesmo esquema já proposto. Discute-se a necessidade de reforços a cada 5 - 10 anos e a confirmação da resposta imunitária pode ser feita através de dosagem de anti-HBs que se positiva após a adequada imunização. Esta vacina não deve ser administrada na região glútea, devendo ser utilizado o casto lateral da coxa em crianças menores de dois anos em nos demais indivíduos, o deltóide.

Nos recém-nascidos de mães HbsAg positivas, além da administração da vacina, deve ser realizada a imunização passiva, nas primeiras 12 horas de vida, com imunoglubulina humana específica (0,5ml).

Devido à sua comprovada eficácia, mínimos efeitos colaterais e ausência de contra-indicações (só não deve ser administrada a indivíduos sabidamente alérgicos a um dos componentes da vacina) tem, em nosso entendimento, indicação universal.

Vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola

Vacina combinada de vírus atenuados contra as três moléstias. Pode ser utilizada a partir de 12 meses de idade, em dose única, embora, indiquemos uma segunda dose, a partir da adolescência. A aplicação é subcutânea, tendo as mesmas contra-indicações da vacina contra o sarampo, ressaltando-se que mulheres em idade fértil vacinadas com esta vacina (ou com a monovalente contra o sarampo) devem evitar a gravidez durante os 30-90 dias seguintes à imunização. Reações como dores articulares, artrites e adenomegalias podem ocorrer, principalmente em adultos, entre a segunda e oitava semana pós-vacinal, em resposta ao componente anti-rubéola. Parotidite pós-vacinal, raramente, pode ocorrer.

Vacina contra a febre amarela

Produzida com vírus vivos atenuados. Pode ser administrada (subcutânea) a partir dos seis meses de idade em habitantes de áreas endêmicas da doença, ou também, aos viajantes que se dirigirem a essas regiões (imunidade adquirida após o décimo dia do ato vacinal). Outro assim, em casos de epidemias, devemos considerar a possibilidade de utilização do composto vacinal em crianças menores de seis meses. Reforços devem ser realizados a cada 10 anos. Tem como contra-indicação, além das contra-indicações gerais às vacinas de vírus vivos, dentre as quais a gravidez, antecedentes de reação alérgica grave a ovo.

Vacina contra gripe

Produzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas às epidemias da doença do período imediatamente anterior à sua fabricação, através da separação dos vírus coletados em vários laboratórios dispersos no mundo, muitos aqui no Brasil. Essas vacinas, de vírus inativados, podem ser administradas a partir dos seis meses de idade, sendo necessário às crianças menores de seis anos, que a recebem pela primeira vez, a administração de duas doses (com aplicação de metade da dose em cada uma das aplicações).

Embora sua eficácia se situe entre 80% e 85%, temos recomendado a sua aplicação a todas as crianças com risco de disseminação da doença, àqueles portadores de infecções de vias aéreas de repetição, de moléstias cardiovasculares e pulmonares crônicas (inclusive asma). Em relação aos adultos, pela grande experiência adquirida com a vacinação empresarial, com importante redução das faltas ao trabalho, temos recomendado a vacinação anual e rotineira de todos os indivíduos, considerando-se, também o benefício social advindo da prevenção da moléstia.

A aplicação, intramuscular, pode levar à dor local e, mais raramente, à febre e discreta mialgia. Importante informar aos indivíduos vacinados qual a imunidade adquirida pós-vacinal se apresenta após a segunda semana do ato e, caso o paciente venha a contrair gripe nesse período, não se deve à falha vacinal ou à transmissão da doença pela vacina, absurdo que alguns desinformados teimam em espalhar. As contra-indicações se restringem a reações alérgicas a um dos componentes vacinais, às proteínas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve ser avaliada em cada caso, não se constituindo em contra-indicação absoluta da administração.

Autoria: Roberto M. Goulart